quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Recall do Honda Accord e CR-V nos EUA não atinge o Brasil

A Honda Automóveis do Brasil divulgou nesta quinta-feira (13) que o recall dos modelos Accord e CR-V anunciados pela Honda dos Estados Unidos não envolve as unidades importadas para o Brasil, pois o sedã é fabricado no Japão e o utilitário esportivo no México.

A convocação nesta quinta foi devido a uma falha do conector do chicote elétrico do motor. A campanha será realizada em função de um desvio no processo de produção da fábrica americana. Para mais informações, a fabricante disponibiliza o Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800-017-1213.

Do G1

CESVI elege os melhores em reparabilidade

A Volkswagen recebeu quatro premiações do Cesvi Brasil - Centro de Experimentação e Segurança Viária - que divulgou o Car Group 2010 dos veículos, índice que avalia o custo e o tempo de reparo de um veículo.

O prêmio Car Group, referência sobre reparo no mercado automotivo, é organizado desde 2005 pelo CESVI Brasil.

Das doze categorias avaliadas pelo Cesvi, quatro foram conquistadas por modelos da Volkswagen: o Novo Fox na categoria hatch compacto, a Nova Saveiro em picape compacta, o Polo Sedan em sedan compacto, além do SpaceFox na SW compactos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Veja fotos do Salão de Detroit 2011

Confira modelos apresentados no evento dos EUA, o primeiro do ano. Compactos e carros elétricos se destacam; GM faz carrinho para dois. Clique aqui e veja a galeria completa do G1.

Honda antecipa nova geração do Civic em modelo conceitual

O Honda Civic já tem uma nova geração pronta para ser lançada, mas ainda é desconhecida. No entanto, o conceito das versões cupê e sedã do Civic está exposto no Salão de Detroit.

Os modelos da mostra prometem ser muito parecidos com a versão que entrará em produção ainda em 2011, com lançamento previsto para julho.

Os novos modelos estreiam com motores mais eficientes e além das duas carrocerias, há também uma versão esportiva Si, uma a gás natural e uma híbrida que passa a adotar baterias de íon-lítio.


Informações e foto do G1

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Confira a tabela de preços do IPVA da Paraíba

Já está pronta a tabela com os valores do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2011 na Paraíba. O preço depende do ano, modelo, marca e acessórios que o veículo tem. Também já foram divulgadas as datas para pagamento.

Clique aqui para ver os valores do IPVA na PB

Alíquotas
2% para automóveis, motos, microônibus, caminhonetes e embarcações recreativas;
1% para ônibus e caminhões;
1,5% aeronaves

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ford Vertrek estreia no Salão de Detroit como conceito econômico

A Ford reservou para o Salão de Detroit, nos estados Unidos, a apresentação do carro-conceito Vertrek. O modelo foi exibido na segunda-feira (10) e mostra as linhas que a Ford adotará nos próximos anos no segmento de utilitários esportivos. O novo SUV compacto deve substituir o Escape nos Estados Unidos assim como o Kuga em outros mercados.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

País registra recorde de vendas de veículos, crescimento de 16,56% na PB

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou balanço de emplacamentos do ano. Na Paraíba, o número subiu de 72.688 para 87.106 emplacamentos de veículos. Um crescimento de 16,56%. No Brasil, este aumento foi de 11,91% na comparação com 2009, chegando a 3.515.120 unidades saindo das concessionárias, o que é um recorde.



Motocicletas

O ano foi positivo também para as motocicletas, cujos dados são compilados à parte. Apesar de não atingir um novo recorde, o setor de duas rodas mostrou recuperação da crise de crédito que prejudicou as vendas em 2009. Boa parte dessa retomada é atribuída à ajuda do governo de R$ 3 bilhões em crédito.

O montante foi injetado no mercado por meio de novas linhas de financiamento pela Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para a aquisição de máquinas de até 150 cilindradas (as mais baratas). Assim, os bancos privados se viram obrigados a facilitar a liberação de crédito para o consumidor brasileiro com baixa renda.

No balanço de 2010, as vendas de 1.803.864 unidades mostram o novo fôlego do setor. O crescimento chega a 12,1% em relação a 2009. Os números da Fenabrave apontam que o setor ainda não conseguiu retomar o alto patamar registrado em 2008, de mais de 1,92 milhão de motocicletas comercializadas.

Ranking das montadoras

O ano de 2010 fechou com a manutenção da Fiat na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A fabricante itailana somou 760.474 unidades comercializadas e garantiu 22,84% de participação. A Volkswagen ganhou a segunda maior fatia do mercado, 20,95%, com 697.342 unidades vendidas.

Um pouco atrás, a General Motors registrou 657.622 unidades emplacadas, com 19,75% de participação no mercado. A Ford se manteve no quarto lugar com 336.309 unidades vendidas e 10,10% do mercado, seguida da Renault (4,82%), Honda (3,80%), Hyundai (3,18%), Toyota (2,99%), Peugeot (2,71%) e Citroën (2,52%).

Ao comparar com o ranking de 2009, a Renault superou a Honda na briga pelo quinto lugar, a Hyundai, que estava em nono, passou a Peugeot e a Toyota para ficar com o sétimo posto.

Gol continua na liderança

Não foi desta vez que a Fiat conseguiu ter o carro popular mais vendido no país. Nem Palio, vice-líder em 2009, e nem o Uno — que contou em 2010 com o lançamento da nova geração — conseguiram bater a liderança de mais de 20 anos do modelo de entrada da Volkswagen. Ao todo 293.783 unidades de Gol foram emplacadas em todo o ano de 2010 contra 229.323 do Uno, considerando o Mille e o Novo Uno.

Em terceiro lugar ficou GM Celta, com 155.180, seguido do VW Fox/CrossFox, com 143.782 e do GM Corsa sedã, que inclui o Classic, com 141.443.

Entre as motos, a Honda ocupa as quatro primeiras posições. A CG125 lidera com 413.054 unidades vendidas no ano. A CG150 teve 409.863. Em terceiro, ficou a Biz, com 189.238, seguida pela NXR 150, com 183.998 emplacadas. Em quinto aparece a Yamaha YBR125, com 122.282 unidades vendidas.

Montadoras

Na disputa entre montadoras, a Fiat liderou com participação de 21,98% e vendas de 79.407 automóveis e comerciais leves. A Volkswagen ficou em segundo lugar, com 20,38% de participação e 73.613 unidades emplacadas. Terceira em vendas, a GM registrou emplacamentos de 71.046 carros no mês, o que garantiu 19,67% de participação de mercado.

A Ford, em quarto lugar, ficou com 10% de participação no mercado brasileiro, seguida da Renault (5,05%), Honda (4,36%), Toyota (3,17%), Hyundai (3,01%), Citroën (2,76%) e Peugeot (2,42%).

Hyundai revela novo teaser do esportivo Veloster

A Hyundai revelou mais um teaser do cupê esportivo Veloster que irá estrear sua versão final no Salão do Automóvel de Detroit, na próxima semana. Modelo, apresentado como conceito em 2007 ficará posicionada entre o hatch i30 e o Genesis Coupé.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Comparativo: Fiat Uno Way X Volkswagen Gol Rallye

A disputa mais emblemática da indústria automobilística nacional ganhou um novo capítulo em 2010. Em maio, para tentar ameaçar a liderança de 23 anos do Volkswagen Gol, a Fiat lançou o novo Uno, que se uniu ao Mille, para encarar a quarta e quinta gerações do hatch alemão.

A briga parecia equilibrada, mas a Fiat tinha um diferencial: uma versão com apelo “off-road” de seu novo popular, a Way. Bastaram seis meses para que a Volks respondesse com a reedição do Gol Rallye, uma receita que já havia dado certo em 2004 e 2007. As duas edições são comparadas nessa reportagem do G1 e o Gol sai com vitória apertada, pelo desempenho e acabamento.

Além de contribuírem na disputa pelo título de carro mais vendido, já que o Gol lidera seguido pelo Uno, as versões aventureiras sintetizam a acirrada disputa das duas montadoras pelo primeiro lugar no ranking de vendas brasileiro.

Ambos apimentam a batalha no segmento dos aventureiros leves – ‘modinha’ que foi lançada pela Fiat, com o Palio Adventure, em 1999, mas que atualmente tem a liderança da Volks, com o CrossFox.



Peso no bolso

Apesar da mesma proposta, o preço dos hatches é bem distinto. O Uno Way, equipado com motor 1.0, parte de R$ 29.030, mas a versão avaliada é a 1.4 EVO, a mais potente, que começa em R$ 32.480. Isso porque o Volkswagen Gol Rallye é oferecido apenas com motor 1.6, por R$ 40.700.

Na configuração semelhante à do hatch alemão, com desembaçador e ar quente, direção hidráulica, preparação para som e alto-falantes, vidros dianteiros elétricos, faróis de neblina, rodas de liga-leve e adesivos na carroceria, o preço do compacto da Fiat chega a R$ 36.321.

A Volks cobra R$ 4.380 a mais por sensor de estacionamento e repetidores de setas nos retrovisores, itens que não estão na lista de equipamentos do Uno, mais escassa. O ar-condicionado é opcional em ambos e eleva o preço do Way para R$ 38.518 e o da série Rallye para R$ 43.355.

Ao volante

O Gol é mais caro, em contrapartida tem melhor desempenho, graças ao motor mais potente, de 104 cavalos, aos engates curtos e precisos da caixa manual de cinco velocidades e ao novo acerto de suspensão, que ficou 28 milímetros mais alta e rígida. As rodas são de 15 polegadas, calçadas com pneus de perfil mais baixo. Porém, os pneus não são de uso misto, como no Uno, e podem ‘penar’ um pouco.



O Way vence a lama moderada com mais facilidade e é mais alto em relação ao piso – são 190 mm contra 171 mm do Rallye. Por outro lado, trepida mais em pisos lisos e a carroceria inclina um pouco nas curvas, culpa também da suspensão demasiadamente macia. O hatch da Fiat perde pontos ainda no conjunto motor e câmbio: as trocas de marchas são menos precisas e o propulsor 1.4 é áspero, o que aumenta o ruído na cabine e denuncia pior isolamento acústico.

Roupagem

O Uno veste melhor a roupa aventureira, com barras no teto e molduras laterais e para-choques de plástico preto – apetrechos que são mais discretos no Gol. A série da Volks incorporou apenas adesivos na parte inferior da lateral, grade preta com o nome da versão em uma faixa prata, aerofólio traseiro e ponteira do escapamento cromada.



Na cabine, eles trocam de posição. O Rallye traz revestimento interno do teto e das colunas em tom preto, novo tecido nos assentos e portas, painel com pintura texturizada e os comandos e o quadro de instrumentos com iluminação de LEDs. O Way é mais ousado, com quadro circular, peças com formas geométricas diferentes e mais porta-trecos. No entanto, o acabamento em plástico é de aspecto mais pobre e os tecidos, visivelmente, de qualidade inferior.

Por ter um conjunto mecânico mais acertado e acabamento superior, o Gol Rallye vence o Way, mesmo com o fato do Uno ser um pouco melhor na terra - o que nnão faz dele um carro preparado para aventuras fora-de-estrada de verdade - e ter o custo-benefício mais interessante. Prova disso é que essa versão com apelo aventureiro representa 50% do mix de venda do hatch da Fiat, segundo a fabricante. A Volks, que não divulga desempenho de séries especiais, espera que seu ‘off-road’ popular represente somente 5% das vendas.

Do G1

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mini carros x carrões

O Brasil vice um antagonismo interessante no mundo automobilístico. Enquanto alguns setores tem se preocupado com energia limpa, carros menores, motores mais eficientes e econômicos, outros começam a importar os maiores e mais beberrões automóveis do mercado mundial.

Nessa disputa, ao que me parece, os grandões poluidores e pouco econômicos têm levado a melhor. Claro que pensando em volume há muito mais carros 1.0 rodando nas nossas ruas que Ômegas, Passats ou Camaros.Mas também não há dúvidas sobre o porquê disso. O preço.

Enquanto os cientistas desenvolvem carros pequenos, de baixo consumo ou mesmo movidos a água, o mercado transforma estes veículos em quase inatingíveis por conta do alto preço. No frigir dos ovos, o que se pede que você invista mais num veículo que terá menos espaço, menos potência, manutenção mais cara em nome da preservação do meio ambiente.

Sinto muito, mas nossa consciência (ou nosso bolso) ainda não alcançou este grau de desprendimento e ainda ainda preferimos (eu e grande parte do mercado) pagar mais por um carro maior, mais potente e mais cheios de Gadget.

Trocando em miúdos, se for para ter um carro pequeno e fraco, que ele seja mais barato.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ford Focus 2012 ganha tatuagens nos Estados Unidos

Depois de oferecer adesivos personalizados para o Mustang, F-150, Explorer e Fiesta, a Ford lança agora tatuagens para o Ford Focus 2012 nos Estados Unidos. De acordo com a montadora, a migração da 'mania' de tatuagens para os carros é um processo natural.



"As pessoas estão personalizando tudo - os telefones celulares, computadores e roupas - e não é diferente com os automóveis”, diz a gerente de Tendências Globais da montadora, Sheryl Connelly.

A fabricante ressalta que as tatuagens podem ser facilmente removidas. “A maneira que nós nos identificamos hoje pode não o jeito que queremos nos expressar amanhã”, afirma Connelly . “Por isso, os clientes podem facilmente mudar as tatuagens de acordo com a evolução de seu estilo de vida."




Ao todo, estão disponíveis 200 desenhos no site www.fordcustomgraphics.com. Os preços dos adesivos variam de US$ 120 a US$ 470.

Do G1

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

IPVA na Paraíba: carro popular terá redução média de 5%

Os proprietários de carros ‘populares’ (motor 1.0) no Estado da Paraíba terão uma redução, em média, de 5% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2011 sobre o valor pago este ano, mas alguns modelos como o Prisma a queda pode chegar a 13,68%. Já motos de até 150 cilindradas a redução do imposto será de 11,52%. A nova tabela, que inclui mais de 3 mil modelos dos diversos veículos (carros, motos, ônibus e caminhões), é calculada anualmente pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e toma como base de referência o valor venal do bem no mercado regional.

De acordo com as estatíticas do Detran-PB, a frota atual paraibana já passa de 706,5 mil veículos contra os 612 mil de dezembro do ano passado, alta de 15,44%. Somente a capital paraibana concentra 289,8 mil emplacamentos, o que representa 41% do total Estado.

O gerente de Arrecadação da Receita Estadual, Carlos Alberto Batista, informou que a tabela e os critérios dos anos anteriores foram mantidos para 2011. Os proprietários de veículos, por exemplo, que optarem pelo pagamento de cota única do IPVA terá desconto de 10% à vista, mas também pode dividir em até três parcelas, porém, sem desconto.

Os veículos com placas com final 1 e 2 terão vencimento da cota única do imposto no dia 31 de janeiro, enquanto as demais placas seguem o mesmo calendário deste ano (veja quadro completo na tabela). Vale lembrar que além do IPVA, o emplacamento do veículo envolve o pagamento do Seguro Obrigatório, taxas do Detran e de Bombeiro.

De acordo com a nova tabela da Fipe, os proprietários paraibanos do Fiat Palio EX (ano 2009) pagarão um IPVA de R$ 400,62 no próximo ano, uma redução de 5,6% sobre o valor deste ano (R$ 424,72), enquanto o Celta 2009, que se manteve valorizado no mercado, terá uma queda menor em 2011 (2,69%). O modelo de quatro portas Spirit (ano 2009) pagará R$ 437,96 de IPVA contra os R$ 426,14 efetuados este ano.

O modelo Gol 1.6 City (2008) terá redução também abaixo da média em 2011 (1,9%) e o valor do imposto será de R$ 418,74. Já os proprietários do modelo Prisma joy 2009 pagarão menos IPVA em 2011 (-13,68%). Em moeda, o imposto fica R$ 67,26 mais barato com o valor estabelecido em R$ 424,26 ante os R$ 491,52 pagos este ano.

Para quem possui Fiat Uno Mille fire (ano 2008) terá uma leve alta de 0,4% e pagará R$ 325,58, enquanto o Novo fiat Uno vivace (2010), lançado este ano, pagará R$ 461,90 de IPVA no próximo ano. Os carros de luxo como Corolla XEi 1.8 flex (ano 2009) e a Toyota Hilux CD 4x4 (ano 2009) registraram queda que oscilam de 4,5% a 6%. Uma das motos mais comercializadas do mercado a Honda CG 150 (ano 2009) terá redução maior que os carros populares 11,52%, com o imposto caindo de R$ 91,43 para R$ 80,90.

Para aqueles que trocam de veículos anualmente uma redução forte do IPVA representa também maior desvalorização do bem no mercado. O gerente de Arrecadação da Receita Estadual, Carlos Alberto Batista, disse como a pesquisa da Fipe toma como referência os preços de mercado quanto “menor a queda do IPVA do veículo significa maior valorização do bem numa futura venda ou troca por outro. Na prática, é melhor trocar uma redução mais modesta do IPVA em 2011 para ganhar lá na frente com estabilidade do preço”,explicou.

Para autos, comercial leves e motos, a alíquota do IPVA equivale a 2% sobre o valor do veículo no mercado na tabela da Fipe, enquanto caminhões, ônibus, microônibus, tratores e motocicletas têm alíquota menor de 1%. Os proprietários de veículos com mais de quinze anos de fabricação, no caso até 1995, terão novamente isenção do imposto. A lista inclui ainda taxistas, transporte de escolar e veículos oficiais das três esferas do poder público.

De acordo com os números da Fenabrave, o Estado da Paraíba ganhou 78 mil novos emplacamentos somente de janeiro a novembro deste ano e a arrecadação do IPVA no mesmo período é recorde e chegou a R$ 112,6 milhões. A Receita Estadual ainda não projetou o volume que será arrecadado com o imposto em 2011.


Jean Gregório
Do Jornal da Paraíba

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Chevrolet traz Omega Fittipaldi para o Brasil ainda em 2010


A General Motors lança na próxima semana o novo Chevrolet Omega Fittipaldi, sua última novidade em 2010, e o carro foi apresentado na segunda-feira (13), em Indaiatuba (SP). Importado da Austrália, ele carrega o nome do piloto brasileiro com o intuito de dar um ar “esportivo” ao sedã topo de linha da marca. Mas a verdade é que o foco do modelo de preço sugerido em R$ 128,6 mil são os executivos, que nem querem saber de se sentar ao volante. Como diz o diretor geral de relações púbicas e governamentais da GM do Brasil, Marcos Munhoz, a parte de trás do carro tem espaço para “ler jornal de pernas cruzadas”.

Porém, o grande destaque do sedã é o motor em alumínio 3.6 V6, de 292 cavalos de potência -contra os 254 cv do Omega CD- e 36,72 kgfm de torque, com injeção direta de combustível. Combinado a um câmbio automático de seis velocidades, com opção de trocas manuais, o propulsor garante ao modelo de tração traseira a aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. A velocidade é limitada eletronicamente a até 235 km/h.

Para quem gosta de carro esportivo, o Omega é um pouco “mole”, mas absorve bem as depressões no solo. A posição de dirigir é bem fácil de achar. O para-brisa é extenso e o banco tem regulagem elétrica.

Todo o acabamento interno foi pensado no ocupante do banco de trás. A GM resolveu inovar e arriscou em utilizar internamente couro bege claro, o que deu certo, já que ampliou a sensação de espaço interno do carro, que já é grande. Só pecou nos detalhes em preto nas portas, bem abaixo dos vidros. A textura simples fez com que a harmonia interna se perdesse um pouco. Seria melhor, se a fabricante tivesse optado pelo detalhe em madeira que é utilizado no painel do carro.

No console central, há um painel touch screen em que é possível conectar smartphones, iPod e pendrives para ouvir músicas e fazer ligações telefônicas via Bluetooth, além das funções ligadas propriamente ao carro, como o sistema de assistência de manobras com câmera e sensores quando é engatada a ré. Mas a interatividade para por aí. O Omega não traz DVD nem na frente e nem nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros. Apesar de os concorrentes também não oferecerem este tipo de "agrado".

Resta, então, ler jornal. Realmente, o espaço para as pernas nos bancos de trás são grandes e o assento é bem confortável. Porém, os bancos são bem baixos em relação ao resto do carro. Como os vidros também são menores, tem-se a sensação de "encolher" um pouco. Além disso, na parte traseira, a suspensão não absorve tão bem os desníveis.

A fabricante testará o mercado brasileiro, primeiro, com um lote inicial de 600 unidades. Ao considerar que para se andar com um carro desses pelas grandes capitais é preciso de blindagem, que, de acordo com a GM, custa entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, a conta final do Omega fica mais salgada.



Informações e gráfico do G1